quinta-feira, 25 de junho de 2009

Raiou o sol


Tem dias que a vida acorda sorrindo pra você. É simples, apenas uma alegria de criança, honesta e plena, cheia de sorrisos gratuitos e abraços distribuídos. Depois você vai dormir e acorda na outra manhã como antes. Mas, por um dia, você foi abençoado. E há tanta beleza em pequenas alegrias assim. Tanta!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma coca light, por favor



O primeiro aviso estava lá: uma coca light, por favor. Parecia como todos os dias, mas aquela era uma iniciação para o grande jogo de gente grande. Não gostei. Quem disse que o que vale é o que foi vivido? Eu gosto é dos finais felizes, das resoluções. A espera me arde. Vocês falam como se as coisas mais simples e as mais bonitas fossem experiências. Eu não sou isso. Eu era cheia de vida, cheia de expectativas, de vontades, de sonhos, de medos, de sorrisos e de lágrimas que caem no pior momento no meio de uma conversa séria. Agora já não sei. Um gole de coca para disfarçar. Isso eu aprendi cedo. Mas, não sei fazer de conta, nem vou saber te cumprimentar como se nada entre nós fosse de verdade. Eu entrei nesse jogo com o nó na garganta, com o coração apertado. Isso não é arrependimento, é tristeza. Tristeza ainda não nomeada, o que seria o primeiro passo para a revolução. Nas minhas regras, valem remédios que controlam sentimentos, que colocam pra dormir, que acordam depois do café. Ou da coca light. No seu, não sei. Você não entende meu medo eterno de ficar sozinha. E tudo, pra mim, depende disso.

domingo, 21 de junho de 2009

Só pra constar 2



Se tem um homem (?) nessa vida pra quem eu pago pau, esse cara é o Brandon Flowers.
Enfim, to sozinha em casa e queria compartilhar isso com meu blog falido.


sábado, 20 de junho de 2009

Só pra constar



A espera é insuportável.
In-su-por-tá-vel.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Apenas uma história de amor



Ele tinha uma certeza ímpar de que o que sentia era verdadeiro. Nada mudaria a maneira como ele via o seu próprio passado. Muitas vezes se encontrava sonhando sobre aquilo que ele acreditava ser uma única união. A intensidade com que se amaram o distanciava de qualquer personagem tolo de histórias de amor. Foi a indiferença e o silêncio que ela insistia em promover que o fez olhar entorno de si. Eles foram feitos do mesmo material que todos os outros romances impossíveis e inventados. Nada do que viveram foi singular, ele admitiu. Nesse exato momento, se deu conta, ela devia estar experimentando em outro todas as palavras que já testou nele. “Você se encaixa tão bem em mim”. “Sinto tanto sua falta, isso definitivamente significa algo”. “Quando penso em família, penso em você”. As lágrimas deveriam ser as mesmas, os sorrisos também. Daí, nasce mais uma nova e velha história de amor. Eles não foram extraordinários, não há nada de especial no insucesso deles, não há por que sonhar que ela seja única, insubstituível. Agora, só a certeza ímpar de que todas as histórias de amor são feitas apenas de fé. E a dele não existia mais. Nele, não existia mais amor algum.


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Hoje, eu entrei no mundo adulto



Por poucos dias apenas, esqueci meu medo dos domingos e aceitei a possibilidade de um novo começo. Pensei que pudesse não ter dor e que nunca tivesse sido esquecida. Mas fui, e meu medo voltou. Estou perdida entre seis milhões de pessoas e se meu telefone parar de funcionar agora, eu desapareço com ele. Desejo para a próxima vida jogo de cintura, uma cidade com praia, relacionamentos superficiais e numerosos, amigos de bar, muito dinheiro para a terapia e os remédios, nenhum auto-controle, um metro e setenta de altura, palavras maliciosas e bem-ditas, sexo superficial, numeroso, com os amigos de bar, com dinheiro e sem controle. Desejo que meu telefone toque aos domingos e que você esteja na porta de casa antes mesmo que eu possa te proibir de fazer isso. E que você me faça ter sentimentos claros, bons e honestos, e que não exista mais casa vazia. E que o medo desapareça porque não haverá esquecimento. Por poucos e rápidos dias, esqueci o medo de que tudo desse errado e apenas sequei o seu suor. Mas, fui.

"If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground"

sábado, 30 de maio de 2009

Você é o meu erro



Quando eu falo do que está acontecendo entre nós, falo como se fôssemos filme, como se fôssemos personagens de uma comédia de erros. Sou sarcástica sobre nós. Dou risada e consigo enxergar o grande engano que cometo em me envolver com você. Erro não, risco. Você é minha possibilidade. Se eu soubesse o gênero do nosso filme, saberia se daríamos certo ou não. Ficaria tranquila e não teria medo de todas os plot points que virão. Mas eu não escrevi as suas características, nâo sei se você é o cara bom ou o cara com quem a mocinha se envolve achando que é bom mas que só faz ela quebrar a cara mais uma vez. Eu sou a minha mocinha. E você é o meu risco. É a minha aposta. É exatamente a descrição que eu faria do cara bom, do cara manso. Você é o meu erro.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Barriga cheia



Enquanto comia seu sanduíche de requeijão, tomate e alface, pensava em algo que pudesse comovê-lo. Pensou em falar daqueles dias felizes em que passavam tardes da semana vendo filmes. Todos eles, os mais bobos, os mais incompreensíveis. Mas isso já fazia tanto tempo que sabia que ele não ia lembrar. Pensou em falar dos planos que fizeram para um futuro próximo. Conhecer Veneza. Iriam os dois e uma câmera fotográfica. Mas ele foi sozinho e não trouxe nada de lá que lembrasse ela. Nem quis mencionar os filhos, o menino mais velho e as duas garotinhas. O sanduíche no fim e nada bonito o bastante para que pudesse fazer com que uma primeira lágrima caísse do rosto dele. Nunca em tanto tempo ele tinha chorado. Nada foi emocionante o bastante, nada foi dolorido. Nenhuma lembrança que pra ela fosse inesquecível faria com que o coração dele batesse de verdade. Ele gostava dos sanduíches que ela preparava e isso era sincero. Mas ele nunca disse e ela nunca soube. Acabou o seu lanche com a banalidade com que qualquer um acaba de dar o último pedaço num pão. Acabou assim seus planos de provocar algo real nele, real como a sensação de barriga cheia.


terça-feira, 12 de maio de 2009

Não esquecer


Como disse Camilla
apenas uma nota mental:





sexta-feira, 8 de maio de 2009

Um texto bonitinho



Queria te escrever uma coisinha bonitinha. Algo pra você ler um dia e saber que eu estou feliz, que estou bem e que, aleluia!, há felicidade além do amor. Queria te dizer num texto cheio de metáforas que estou sorrindo por não ter dormido, feliz por ter bebido, sonhando por não ter voltado pra casa. Mas hoje eu não estou escrevendo como ela, não estou pensando com lágrimas escondidas, não estou desejando o impossível. E eu queria que, num texto bonitinho, você soubesse o quanto isso é bom!